Futsal Universitário: Académica trabalha com os olhos no Europeu
João Oliveira acredita que o trabalho dará frutos no Europeu e isso vai fazer a AAC superar a melhor prestação nesta prova
O treinador João Oliveira está satisfeito com a preparação que a Associação Académica de Coimbra (AAC) está a realizar com vista à participação nos Campeonatos Europeus Universitários de futsal que se realizam entre 20 e 26 de Julho, em Podgorica, Montenegro.
«Está a correr muito bem, uma vez que existe empenho, dedicação, trabalho e acima de tudo muita atitude e responsabilidade por parte do grupo», começou por referir o técnico. Todavia, o arranque da preparação nem foi fácil, uma vez que o grupo não estava disponível a 100 por cento, em virtude de Mourão, Zé Rui e João Cunha virem de lesões, porém «agora começa a estar tudo operacional, a ganhar ritmo e rotinas no modelo de jogo a utilizar».
Com o aproximar de uma importante competição, a ansiedade é algo que poderá prejudicar, ainda assim, João Oliveira garante que «está controlada», até porque «são jogadores que estão habituados à competição e que já dominam de alguma forma os seus sentimentos». No entanto, o responsável técnico acredita que na última semana «talvez se tenha de efectuar um trabalho mais psicológico para dissipar alguma inquietação que possa advir da proximidade do Campeonato Europeu».
Participar numa prova desta envergadura é sempre muito positivo e pode projectar sobremaneira o nome da Associação além fronteiras. As metas foram estabelecidas «em conjunto pela direcção e equipa técnica», sendo que «o objectivo é superar o melhor resultado obtido até hoje que foi o quinto lugar».
João Oliveira reconhece que «teremos muitas dificuldades e sabemos com o que nos vamos deparar», ainda assim «vamos lá para dar o nosso melhor e tentar representar a AAC e o nosso país de forma a podermos regressar de consciência tranquila».
Entretanto, o guardião André Sousa foi chamado à Selecção Nacional para disputar os Jogos da Lusofonia, falhando assim o resto da preparação. Para João Oliveira isso «não é um problema, mas antes uma dificuldade», uma vez que «teremos de arranjar estratégias porque não é muito vantajoso trabalhar com um só guarda-redes». Pinto é assim o único guardião disponível e o treinador conta «com toda a sua experiência», esperando que isso dê «a tranquilidade para podermos continuar a trabalhar ao mais alto nível».
A ausência de André Sousa acaba por acontecer por «um motivo mais do que justificável», aproveitando para lhe desejar «boa sorte e transmitir-lhe confiança para que consiga agarrar um lugar que, na minha opinião, mais tarde ou mais cedo, irá ser seu». O guardião que representa o Instituto D. João V juntar-se-á ao grupo apenas para a viagem a Montenegro, acreditando João Oliveira que esta chamada faça com que «o André ainda se apresente mais forte neste Europeu».
@ Diário de Coimbra